Comportamento

Respiração correta: saia do automático e controle suas emoções

Inspira. Expira. Inspira. Expira. São tantas as repetições, desde sempre, que nem notamos mais a entrada e a saída do ar. Mas nessa respiração tão automática e essencial para a vida está uma das chaves para melhorar nosso bem-estar.

Aprender a respirar direito é quase tão importante quanto ter uma boa alimentação e fazer exercícios regulares.

No dia a dia, é comum esquecermos de escutar o nosso corpo, de verificarmos como está a nossa respiração, de observar as nossas necessidades básicas e fisiológicas. 

Queremos interagir com tudo o que nos rodeia e tentamos estabelecer uma proximidade maior com o que nos agrada, certo?

Entretanto, nem sempre estamos com a mente tranquila para contemplar um amanhecer, as ondas do mar, o verde das florestas, o aroma da mata ou o simples olhar de ternura de uma criança. Ou mesmo ouvir um amigo, curtir a família ou focar no trabalho e tarefas que devemos realizar. Por que será?

Falta-nos concentração. Falta estarmos presentes em cada momento de nossas vidas, de maneira integral. A falta de concentração nos leva para longe, para o passado ou para o futuro, com projeções que nem mesmo sabemos se serão realizadas.

Sem esperar, estamos convivendo com uma luta silenciosa dentro de nós mesmos: a ansiedade. Precisamos fazer uma mudança gradual na maneira como nos relacionamos com a vida, com o mundo, com as pessoas, com nossos sentimentos e emoções.

 

Realidade tensa, cuidado redobrado

Diante do cenário atual de pandemia e de crises sociais, históricas e políticas no Brasil e no mundo, tudo vira estímulo mental. O pensamento abrange tantos temas que dificulta saber o que é urgente, importante e essencial. 

O estilo de vida nos grandes centros urbanos é um dos fatores que desencadeiam crises emocionais. Não é à toa que cerca de 70% dos trabalhadores do Brasil sentem-se estressados

Esse não é o único dado preocupante: de acordo com a OMS, o brasileiro é o povo que mais sofre de ansiedade no mundo. Além disso, a organização aponta as questões socioeconômicas como as principais causadoras desses transtornos.

Assim, é impossível não se questionar o que fazer para evitar ou diminuir esses problemas. Uma maneira eficaz, simples e saudável é recorrer à respiração.

Respirar tem uma íntima ligação com o emocional e, da mesma forma que o estado de espírito interfere na velocidade da respiração, é possível controlá-la para acalmar o corpo e a mente.

Ela atua de 2 maneiras para aliviar momentos tensos:

  1. A primeira é fisiológica, pois a ansiedade nos faz respirar rápido de forma rasa e, ao controlar a inspiração, o corpo volta ao equilíbrio;
  2. A segunda é emocional, visto que, ao prestar a atenção na respiração, a pessoa foca no momento presente e a ansiedade é minimizada.

A respiração correta ajuda a compreender, aceitar e cuidar das nossas feridas emocionais, das nossas preocupações.

Mas o que é uma boa respiração?

Não nascemos todos, afinal, sabendo respirar? Segundo diferentes especialistas, entre médicos e terapeutas, uma boa respiração é longa, com inspirações e expirações lentas. É preciso prestar atenção a cada movimento.

A respiração é a âncora do nosso corpo. Por isso, fique atento ao modo como você respira.

Lembre-se de pausar pelo menos 5 minutinhos do seu dia, respirar e olhar para você!

Dificuldades sempre existiram e vão continuar existindo. O que fará a diferença é o modo como são encaradas.

A importância da respiração correta: o corpo agradece

Se engana quem pensa que uma respiração adequada só traz benefícios para a saúde mental, auxiliando no combate ao estresse e ansiedade. Certamente, ela também pode trazer resultados significativos para sua saúde no geral.

A prática regular de exercícios de respiração promove:

  • Redução na pressão sanguínea;
  • Melhora na imunidade do corpo;
  • Aumento no rendimento em exercícios físicos;
  • Melhora das atividades cerebrais;
  • Sensação de relaxamento;
  • Melhora da memória e atenção;
  • Redução do estresse;
  • Melhor qualidade de sono.

 

Como inserir as práticas de respiração no cotidiano?

O primeiro passo é quando há a decisão de querer desacelerar e desenvolver um novo caminho – mais saudável – para a vida. A partir dessa escolha, as atitudes começam a ser modificadas. 

Aliás, não é necessário estar em postura meditativa para desenvolver o hábito da boa respiração. Pode-se, com toda a certeza, vivenciar essa prática de outras formas: ao comer com calma apreciando a textura da comida, o sabor, o cheiro e as sensações de ingerir aquele alimento; ao tomar banho, focando nas funções de contato, como o toque; ao estar em contato com a natureza; ao caminhar; como também nas pausas do dia para a respiração consciente.

Então, que tal começar? Quando praticamos a autocompaixão e a consciência amorosa, conseguimos atravessar os momentos de crise de forma mais leve, equilibrando e renovando as nossas energias para viver melhor. 

 

Inspirar, expirar. É tão simples quanto isso

Basta fechar os olhos. Respire longa e profundamente ou respire regular e lentamente por um minuto. Respire fundo. Agora respire com força. Repita. Concentre-se em sua respiração. Perceba sua respiração.

Tente substituir os pensamentos que se movem rapidamente em sua cabeça com um foco em como cada respiração se sente – as sensações que você encontra enquanto seus pulmões se expandem e se contraem.

Muito bem, agora abra seus olhos. Parabéns, você acabou de respirar com atenção.

 

Agora preste atenção e siga as dicas: 

Para reeducar a respiração, algumas dicas são infalíveis.

 

1. Inspire lentamente pelo nariz

Primeiramente, sinta a expansão abdominal e torácica. Não importa qual aconteça primeiro, desde que seja devagar e com suavidade. Experimente expirar por um período mais longo, vai ajudar você a relaxar.

2. Realize a respiração diafragmática

Ao respirar lenta e profundamente, o diafragma vai se expandir de maneira natural — não force o movimento do músculo. Essa respiração ajuda a regular o organismo e a acalmar o sistema nervoso.

3. Faça intervalos ao inspirar e expirar

Deixe o ar entrar e conte lentamente até três. Segure o ar no pulmão e conte novamente até três. Depois disso, solte o ar realizando a mesma contagem e, antes de fazer tudo novamente, conte mais uma vez.

4. Alongue a expiração

Você pode usar a técnica anterior aumentando a contagem até seis. Ou tente soltar o ar por mais tempo do que você o inspira, sem pausas, ao longo do dia. Isso ajuda a controlar a ansiedade.

Usar a respiração para aliviar o estresse e a ansiedade é fácil e os exercícios não tomam muito tempo. Tente alguma — ou todas — das técnicas acima e perceba como elas vão lhe ajudar a ser mais saudável e tranquilo.

Yoga e respiração: conheça a sua própria capacidade

Para a filosofia do yoga, é por meio da respiração que controlamos a nossa energia vital. Assim, podemos dominar as nossas emoções e pensamentos – e não deixar que eles nos dominem. 

Com exercícios respiratórios específicos, aumentamos a nossa concentração, vitalidade e presença. 

O yoga é uma prática de autoconhecimento, e a respiração é o fio condutor que nos conecta à consciência de nós mesmos. Nos apropriamos da nossa capacidade de enfrentar os desafios e buscar o equilíbrio e o bem-estar.

Com isso, podemos apontar três objetivos principais do yoga e respiração: presença e vitalidade, controle das emoções e melhora da capacidade respiratória. 

Vá além. Nós ajudamos!

Você pode praticar exercícios de respiração em qualquer lugar. Mas vamos combinar que ter à disposição uma série de exercícios, técnicas e orientações profissionais é muito melhor. No nosso Estúdio, você tem tudo isso e mais, pois a respiração anda de mãos dadas com a meditação, o yoga e com a promoção da saúde e bem-estar. 

Tem tempo? Ótimo, nossas aulas presenciais são perfeitas para você ter este acompanhamento.

Não tem tempo ou o deslocamento é mais complicado? Tudo certo, nosso estúdio digital foi desenvolvido especialmente para que você possa adaptar os exercícios à sua rotina e necessidades.

Vem com a gente! Clique e saiba mais:

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Voz: como encontrar e usar a sua

Cada voz é única e, com ela, conquistamos sonhos, expressamos pensamentos e emoções, rimos, compartilhamos. Consolamos e, ao mesmo tempo, somos consolados. Ajudamos, mas também somos consolados. É com a voz, seja em que linguagem for, que afinal vivemos em sociedade, assim como transformamos nossa realidade. Encontrar a própria voz significa, principalmente, autoconhecimento.

Quer exemplos?

Uma garota de 17 anos deixava de ir à aula toda sexta-feira para segurar um cartaz em frente ao parlamento sueco e protestar pelo clima. 

Quando ela iria imaginar que o resultado do seu gesto pudesse levá-la à capa da maior revista do mundo, como personalidade do ano, ou a discursar para líderes das maiores nações do planeta?

Um grupo resolveu abrir um perfil em uma rede social e montar um site, para guardar e homenagear a história das pessoas que foram levadas pelo novo coronavírus.

Eles não imaginaram o quão grande se tornaria esse espaço, como o maior memorial virtual criado durante esses tempos difíceis.

Profissionais criativos se uniram para gravar podcasts e, através deles, ajudar pequenos empreendedores a passar por suas crises. 

Certamente eles ficaram muito felizes por conseguirem fazer um negócio sobreviver e se reinventar.

Greta Thumberg, Inumeráveis e AtoCast. São só três exemplos de como a mudança vem através das pequenas iniciativas e do alcance da voz.

Neste momento, você pode estar se sentindo reprimido ou mesmo pensando que os casos acima são exceções – afinal, essas vozes seriam especiais e por isso são ouvidas. E se dissermos que a sua também?

Os verdadeiros heróis já estão por aí, trabalhando nas pontas dos pés, sem fazer barulho, mas mudando devagarinho as coisas de lugar. Esse alguém pode perfeitamente ser você.

Sua voz pode ajudar a resolver problemas. Mas você só vai descobrir de um jeito: mostrando-a.

A voz é aquele lago em que emoções, medos e sonhos se refletem. Ela diz tanto que ultrapassa, em muitos casos, as indicações ou a semântica das palavras.

A voz reflete pistas da sua personalidade. Existem vozes alegres, que são agradáveis de ouvir. Outras são inseguras e instáveis. Há vozes confiantes, que se impõem pelo tom e pela forma de articulação. 

A voz tem poder, pode nos encantar e assustar, pode fazer com que nos apaixonemos e até mesmo nos incomodar. Raramente ficamos indiferentes ao ouvir alguém falar. 

Sua voz também é o espelho das suas emoções. Nela, seus medos vacilam. Nela, o volume da felicidade aumenta repentinamente. Ela também pode ser abrandada pelo efeito daquela tristeza que diminui tudo, até a própria voz.

Aprenda a usar a sua voz 

Saber se comunicar não significa apenas saber transmitir uma mensagem. Se o olhar é o espelho da alma, a voz não fica muito atrás; na verdade, é o canal onde se evidencia o bom tratamento e também o correto manejo emocional.

Você não precisa ter uma “voz de rádio” para causar uma boa impressão e causar impacto em alguém. Na verdade, o mais importante é construir a confiança

Trabalhos de pesquisa, como os realizados pelo Dr. Phil McAleer, professor de psicologia da Universidade de Glasgow (Escócia), apontam algo relevante: levamos apenas 390 milissegundos para formar uma ideia sobre a personalidade de alguém.

A voz é um dos nossos baluartes mais poderosos e, se pudermos demonstrar confiança, teremos tudo. 

Você já parou para observar os diálogos que estabelece com você mesmo?

Na rotina diária, muitas vezes é difícil parar para prestar atenção em nós mesmos. Equalizar as tantas vozes que dialogam internamente conosco, mais ainda. Nesse turbilhão, como encontrar nossa própria voz?

Quantas vozes nos falam e nos apontam a direção que consideram correta? Enquanto não tivermos nossa voz, continuaremos a depender das vozes externas.

Temos o poder de decisão e de abaixar o volume daquilo nos é dito.

Assim, fazemos o que nos torna leais a nós mesmos, aos nossos valores e princípios. 

Desejamos que você se inspire a dar vazão a sua própria voz e, assim, revelar quem sempre esteve aí.

Escutando a sua própria voz

Se você quiser descobrir qual é sua voz, você terá que passar através da multidão de ruídos.

Basta olhar para dentro: de quem é essa voz? Às vezes é do seu pai, às vezes é da sua mãe, do seu avô, do seu professor; e essas vozes são todas diferentes. 

“Apenas uma coisa você não será capaz de encontrar facilmente – sua própria voz. Ela tem sido sempre reprimida. Foi dito a você para escutar os outros. Nunca lhe foi dito para escutar seu próprio coração.”

Osho

Vamos lá?

Que tal começar o dia com uma meditação especial?

Coloque uma música que te transporte para dentro e coloque-a para repetir.

Osho, em seu livro From Ignorance to Innocence, sugere alguns passos para começar.

Primeiro Passo: Quem está falando, por favor?

O que quer que você esteja fazendo, pensando, decidindo, pergunte a si mesmo: isso está vindo de mim ou é outra pessoa falando?

Não há nenhuma necessidade de lutar. Basta saber que essa não é sua voz, mas a de outra pessoa. 

Segundo Passo: Obrigado… e adeus!

Uma vez que você identifica de quem é essa voz, agradeça a pessoa, peça para ser deixado só e diga adeus a ela.

A pessoa que lhe deu a voz não era seu inimigo. A intenção dela não era ruim, mas isso não é uma questão de intenção. A questão é que ela impôs algo sobre você que não está vindo de sua fonte interior. 

Reconhecer isso é suficiente. Livre-se das vozes que estão dentro de você e logo você ficará surpreso de ouvir uma pequena voz suave, a qual você nunca tinha ouvido antes. Essa é sua voz.

E ela sempre esteve aí.

Yoga e a busca pela própria voz

O Yoga é, fundamentalmente, uma ferramenta de autoconhecimento. Por meio da prática, permite mergulhar em si mesmo. 

Isto resulta em mais energia, disposição e clareza de pensamentos, sendo uma faísca para grandes transformações internas e externas.

Você passa a se ouvir mais, a se observar mais, a perceber com mais nitidez o que te faz bem e o que já não serve mais. Esses novos hábitos mexem com nosso corpo físico, bioquímico, emocional, vibracional, espiritual.

E, é claro, tudo isso são passos em direção ao seu propósito de vida. Funciona como uma faxina geral, que vai colocando as coisas no lugar, separando o que não tem mais uso, limpando, acalmando.

E aí? Pronto para começar ou fortalecer sua prática? 

Confira as modalidades e compartilhe nosso Estúdio. Basta clicar! Lá você também encontra exercícios de meditação e respiração, pois o resultado é a soma de todas estas práticas.

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Ouvi minha voz. Mas como mudo minha realidade?

Toda vez que ouvimos alguém falar coisas como “está tudo errado, o mundo não tem mais jeito, ninguém faz nada”, tentamos imaginar quem seria esse “ninguém”, essa figura tão poderosa que deveria estar melhorando o mundo todo e escolhe não fazer. 

O mundo é vasto e é composto de diversos governos, crenças e culturas. E em nenhum canto dele ouvimos falar de uma sociedade perfeita (se souberem, por favor, nos contem!). 

Então se não nós, que estamos vivendo aqui e agora, quem mais pode promover a mudança que impactará em nossas vidas?

Em 2014, o Almirante William McRaven, da Marinha dos Estados Unidos, fez um discurso para os formandos da Universidade do Texas. 

Dentre as preciosas lições que ele menciona, a primeira é: “Se você quer mudar o mundo, comece arrumando a sua cama”. Essa lição fez tanto sucesso que até virou título do best seller Arrume a sua cama”, que ele escreveu depois da surpresa que teve ao ver seu vídeo viralizar.

E o recado é esse: se quer mudar o mundo, comece pela sua casa, pelas pessoas próximas, por você! Use sua voz, movimente-se.

Atitudes individuais podem mudar o mundo. Duvida?

Logo de início, o Almirante William H. McRaven afirma que, de acordo com uma pesquisa, cada cidadão americano conhece em média 10 mil pessoas durante a sua vida.

Se cada um daqueles 8 alunos ajudar a transformar a vida de 10 pessoas, e estas ajudarem outras 10 pessoas e assim por 5 gerações (125 anos), aquela turma teria contribuído para que 800 milhões de pessoas tenham transformado suas vidas. Impressionante, não é mesmo? 

E para quem acha que é muito difícil transformar a vida de 10 pessoas ao longo da vida, pense bem. Pequenas ações de bondade e de generosidade podem ter um alcance maior do que você pode ter notado a princípio.

A família também vai nessa conta, viu? Ficou mais fácil?

Pequenas tarefas podem se tornar ações extraordinárias

Agora preste atenção a estes 3 itens que, com toda a certeza, ajudarão você não apenas a agir, de tal forma a prestar atenção às suas atitudes.

1. Se você quiser mudar o mundo, comece arrumando a sua cama.

Com uma simples ação, você terá realizado a primeira tarefa do dia e você sentirá um pequeno sentimento de orgulho – seu cérebro está programado para isso! E cumprindo essa pequena tarefa, vem a disposição para realizar mais tarefas.

Ao final do dia, aquela pequena tarefa cumprida terá se tornado muitas outras tarefas. No pior dos casos, se você tiver um dia péssimo, vai chegar em casa e encontrar uma cama arrumada.

Uma cama arrumada por você, e isso lhe dará esperança que o dia seguinte pode ser melhor.

2. Se você quer mudar o mundo, meça as pessoas pelo tamanho de seu coração.
3. Se você quer mudar o mundo, seja a voz da esperança ao seu redor.

Resumindo, comece cada dia com uma tarefa finalizada. Tenha coragem. Encontre alguém para ajudar você e, principalmente, respeite a todos.

Faça o bem, o resto vem.

Faça algo bom todos os dias

Uma atividade simples é ter um  “diário de boas notícias”, onde você pode anotar diariamente algumas ações, e dentre elas, se ajudou alguém.

Você certamente se surpreenderá ao perceber quantas coisas boas faz todos os dias, sem nem notar. Uma conversa, uma ligação, dar preferência no elevador… Coisas pequenas, que colocam um sorriso no rosto das pessoas. E isso é muito satisfatório. Isso é usar sua voz. É enxergando o outro que somos enxergados e ouvidos. Aliás, é ouvindo que enxergamos também.

Ao final de cada dia, pense em algo de bom que fez a outra pessoa. Você vai sentir aquela sensação de leveza e gratidão que vai fazer sua noite de sono muito melhor.

Ainda assim, você pode pensar que não é suficiente. Com certeza não é. Contudo, evite se pressionar, faça o fizer, o importante é que seja autêntico, no seu tempo, dentro das suas possibilidades.

Exercite o uso da sua voz para compreender seus valores e seu raciocínio, desta forma conseguirá mais facilmente saber onde quer chegar.

Agora diga: você arrumou sua cama hoje?

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O suicídio é uma das maiores causas de mortes, especialmente entre jovens.
Comportamento

Precisamos falar sobre depressão e suicídio: como acolher e buscar ajuda

Estamos ainda no Setembro Amarelo, mês reconhecido como um lembrete ao cuidado com a saúde mental e da prevenção ao suicídio. É importante discutir o assunto agora, mas ele precisa estar em pauta o ano todo. 

E por que o suicídio é um assunto tão relevante? Porque ele é uma das grandes causas de morte em todo o mundo, especialmente entre os mais jovens. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos 800 mil pessoas são vítimas de suicídio. Entre pessoas entre 15 e 29 anos, ele é a segunda maior causa de mortes. Dados da OMS mostram que mais pessoas morrem por suicídio do que por HIV, malária, câncer de mama, guerras e homicídios. 

A maior parte dos casos apresenta transtornos de saúde mental como causa secundária. Dados mostram que em 96,8% dos casos o suicídio é consequência de um transtorno psiquiátrico que não foi diagnosticado ou tratado da maneira correta. Ou seja, dá para prevenir.

Felizmente, hoje o tema está em discussão 

Até bem pouco tempo atrás, as pessoas escondiam sintomas relacionados à saúde mental por receio de como seriam interpretadas pelo chefe, colegas de trabalho, amigos e família. 

Reconhecer os sintomas é o primeiro passo: quem está sofrendo costuma se fechar, negar e esconder os problemas diários que enfrenta. Vergonha e culpa são sentimentos frequentes, o que torna difícil para a pessoa se abrir e buscar ajuda. 

Você, certamente, conhece uma ou mais pessoas que tiveram recentemente burnout ou algum tipo de abalo na saúde mental, como depressão ou síndrome do pânico. E ninguém está isento de vir a enfrentar algo do tipo. Você pode até estar no meio deste ciclo sem saber.

Os gatilhos que podem desencadear um quadro assim são muitos e, por isso, é fundamental estarmos atentos a nós mesmos em todos os sentidos.

Existem alguns aspectos do nosso dia a dia que nós podemos controlar, como a nossa rotina. Mas a rotina é amiga ou inimiga da boa saúde mental? A resposta é: depende! 

É possível fazer mais pela saúde mental 

Depende de como cada um de nós constrói a própria rotina. Sem dúvida, tem menos risco de passar por transtornos quem estiver construindo uma rotina equilibrada, com uma grade horária de início e término das atividades profissionais e também com espaço na agenda para lazer e esportes, além de tempo para estar com as pessoas que são importantes. 

Também podemos nos tornar mais atentos para entender se estamos trabalhando ou vivendo em um ambiente tóxico que, de alguma forma, pode estar nos fazendo mal. 

Se a realidade não está sendo agradável, vale sempre lembrar que existem diferentes oportunidades e, por mais difícil que seja, uma mudança pode agregar ganhos enormes para a saúde mental. 

Seja luz no caminho de quem precisa

Um abraço pode ajudar a combater a depressão

Precisamos olhar para o suicídio como uma questão que envolve não só quem passa por isso e seus familiares, mas toda a sociedade. Estimular debates acerca do tema em escolas, universidades, espaços de convivência e também de trabalho. 

Afinal, quanto mais informação qualificada sobre o assunto, mais preparadas as pessoas estarão para lidar com situações como essa.

Ou seja, é fundamental abrir o diálogo sobre assuntos delicados, inclusive o suicídio. O que isso significa? Quer dizer criar um local psicologicamente seguro, onde as pessoas se sentem à vontade para compartilhar emoções e dificuldades, onde têm abertura para falar “hoje não estou me sentindo muito bem” ou tirar um dia off para cuidar da própria saúde mental.

Falar sobre como estamos e perguntar ao outro como está se sentindo é essencial para apoiar uma pessoa. Compartilhar histórias, falar abertamente sobre dificuldades, desafios e emoções pode inspirar outros a se abrirem, criando uma cultura de cuidado.

Emoções positivas como confiança, curiosidade, segurança e inspiração ampliam a nossa mente e nos ajudam a construir recursos psicológicos, sociais e físicos. Assim, nos tornamos mais abertos, motivados e persistentes. Também mais resilientes e, consequentemente, mentalmente mais saudáveis. 

Como o Yoga pode ajudar?

Exercícios de respiração e meditação auxiliam no controle das emoções

A relação entre Yoga e depressão pode ser difícil de entender, especialmente considerando que um dos principais sintomas do transtorno é a apatia em relação a quase qualquer tipo de atividade.

No entanto, o hábito de abrir o tapete, fechar os olhos por alguns instantes e se conectar com o mundo interno, pode ter muitos benefícios. Sua prática é muito mais que mero exercício físico, pois envolve também o estado mental e espiritual.

Praticar Yoga ajuda no autoconhecimento, em nível mental e corporal. Permite explorar os recantos mais profundos do nosso ser. Tudo isso através do aprendizado de posturas (asanas), respiração e mantras (sons e palavras).

As pessoas são multidimensionais. Não somos apenas sintomas ou pensamentos, mas o resultado de sua interação. Esta disciplina nos ensina a harmonizar ideias, comportamentos, humores, memória e sistemas corporais. 

Podemos viver em paz quando essas dimensões se conectam umas às outras. 

Yoga e depressão: benefícios

No plano químico, a prática do Yoga estimula a produção de proteínas, substâncias responsáveis pela reparação dos neurônios. Regula os níveis de serotonina e dopamina, aumenta o fluxo sanguíneo cerebral e libera endorfinas. Tudo isso melhora naturalmente o humor.

As diferentes asanas fortalecem nosso sistema motor. Aumentam a flexibilidade dos músculos e os tornam mais fortes, o mesmo se aplica aos ligamentos, tendões e fáscias.

Praticar Yoga promove um estado de relaxamento que nos permite dormir melhor e mais profundamente.

  • Promove um estado de relaxamento e tranquilidade: A execução de algumas asanas permite uma agradável sensação de bem-estar ao corpo, ajudando a melhorar o humor.
  • Combate o estresse e a ansiedade: A respiração lenta e profunda dos exercícios ajuda a alcançar a paz mental e emocional. A meditação e a concentração ajudam a reduzir os níveis de estresse e ansiedade. Isso, por sua vez, reduz a inflamação e fortalece o sistema imunológico.
  • Facilita a conexão com o nosso interior: O Yoga favorece a troca dos pensamentos negativos por outros mais positivos e controla as emoções mais difíceis e complexas. Desse modo, diminui a irritabilidade, assim como a sensação de desesperança e apatia.

Embora haja muitos benefícios, é preciso ter cuidado e não depender apenas do Yoga para melhorar ou curar a depressão, já que não substitui os tratamentos farmacológicos ou psicológicos. O Yoga funciona como um complemento de ambos.

O que o Yoga faz é fornecer ferramentas de discernimento entre o que a mente está “criando” e o que realmente está acontecendo, para que você possa manifestar e agir de acordo com quem você é e o que quer para si. 

Como indicar o Yoga para alguém com depressão?

Há três ferramentas básicas que podem ser usadas. São elas:

  1. Meditação
  2. Respiração
  3. Asanas (posturas físicas)

Antes de mais nada, para indicar a prática do Yoga é preciso atenção especial e entender o momento da pessoa. Ao sentir que ela está aberta, vale a pena sugerir algum vídeo ou texto sobre o assunto, de forma a introduzir a temática e mostrar os benefícios, e, quem sabe, levá-la para alguma aula experimental.

As duas primeiras são de ordem “mental” e ajudam a aquietar a mente e trazer equilíbrio e encarar as situações de forma mais tranquila. A física, que são as asanas, apoiam o corpo para ajudar a controlar a mente.

A prática também gera emoções e sentimentos que são os mesmos com os quais você lida no seu dia a dia: dor, depressão, ansiedade. E ali mesmo, durante a prática do Yoga, você aprende a exercer a aceitação.

Prática presencial e on-line

Praticar Yoga no seu dia a dia pode ser mais simples do que você pensa. 

Quer começar? Recomeçar? Expandir sua prática? Indicar para alguém? Confira as modalidades e compartilhe nosso estúdio. Queremos ser este espaço de acolhimento e autoconhecimento para você!

Aulas on-line

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Somos espelhos

Cada relacionamento em que a gente se envolve é um espelho de nós mesmas, seja namoro, família, amigos ou trabalho. Só que cada “detalhe” com que devemos lidar, temos o costume de culpar fora, cobrar ao outro, ou buscar uma razão do porquê isso acontece.

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